• Nara Brito Barro Advogada

O que é a Empatia Sistêmica?


Empatia Sistêmica

• Uma das primeiras coisas que aprendi ao começar a estudar a visão sistêmica voltada à Advocacia foi a atuar com Empatia Sistêmica com o cliente. Não conhecia essa perspectiva da Empatia, e meu conhecimento anterior se limitava a me colocar no lugar do outro de forma objetiva e racional e talvez sair desse lugar se tivesse sorte.


• Por essa interpretação simplista da Empatia havia uma dificuldade de colocá-la em prática de uma forma saudável para mim, justamente, por ela ser mais do que isso.


• Carl Rogers (1902-1987) que foi um dos precursores da abordagem humanista da psicologia, e como mestre de Marshall Rosenberg (sua ideias tiveram grande influência na criação da Comunicação Não-Violenta) definiu a Empatia da seguinte forma:


“Ao contrário do que eu pensava anteriormente, empatia é mais um processo do que um estado, e este modo empático de estar com outra pessoa apresenta várias facetas. [...]. “Inclui ainda a comunicação atenta do que você percebe daquele outro mundo, com seu olhar reflexivo e amigável, sobre os elementos que possivelmente a outra pessoa ainda teme.” [...] “Colocar-se de lado desta forma pra penetrar no mundo alheio, somente é possível para alguém que tenha autoconfiança o bastante para não se perder no que poderá surgir de estranho ou bizarro naquele outro mundo, e voltar a si mesmo confortavelmente sempre que deseja.” [...] “O que foi dito acima deveria deixar claro que ser empático é a um só tempo um modo de ser complexo, exigente e forte, mas ainda assim, um sutil e gentil modo de ser.”


• E essa visão humanizada do Carl Rogers é similar a que conheci quando se trata de Empatia Sistêmica. Precisamos renunciar muitas lealdades para fazer uma ajuda sistêmica, pois estamos a todo tempo falando como é viver a vida do outro, através de uma empatia predatória, sempre condicionando a sua vida . Ex: se eu fosse a esposa do seu marido ele não faria assim. Ou seja, estamos diminuímos as pessoas ao invés de entendê-la ou acolhê-las.


• E a postura do profissional que pratica a Empatia Sistêmica também se diferencia quando entendemos que tudo que a pessoa traz não é nosso. Acolhemos as partes com respeito, empatia e distanciamento, sem identificação pessoal e sim com uma percepção ampla (modo testemunha) para compreender o contexto de todos os envolvidos na questão, naquele sistema.


• E essa inclusão de outras pessoas essenciais e pertencentes a um sistema como uma forma de solução de problemas pode ser sentida como dura pelo cliente, principalmente por aqueles que fazem reivindicações infantis ao ajudante. Mas aqueles que procuram uma solução, de maneira adulta, sente o procedimento sistêmico como uma libertação e uma fonte de força.


• O próprio Bert Hellinger já explicou da necessidade dessa prática consciente nas suas vivências:


“No trabalho que fazemos precisamos de empatia sistêmica. Isto é, tomo toda a família no meu coração. Desta forma consigo sentir rapidamente quem precisa minha empatia. Esta manhã, quando a mãe veio a mim pelo seu filho, com quem senti empatia? Não com ela. Com o filho. E por este mesma motivo, ela conseguiu trabalhar. A empatia sistêmica dirige-se principalmente para quem está excluído ou é vítima. Para quem tem que carregar algo que não lhe corresponde. Esta empatia, geralmente, movimenta-se na escuridão, em busca do supostamente “ruim”. Isto o tomo em meu coração. E posteriormente chegará a força. Isto transforma certos aspectos da psicoterapia e coloca-os de cabeça para baixo. A pessoa pode ver o que se causa com a empatia cômoda. Com olhar unicamente para o cliente, isto é fácil. Porém apresentar tudo exige força e, ás vezes, um pouco de humor”.


• Assim, naquele mapa de empatia que aprendemos nos cursos para saber apoiar o cliente, no qual tentamos decifrar o que a pessoa pensa, sente, ouve, fala, vê, suas dores e necessidades, passamos a incluir também a percepção sistêmica, de forma inovadora, mudando paradigmas nas profissões de ajuda e talvez seja esse o aspecto mais incompreensível na Advocacia Sistêmica.


• Fontes: Sobre a Empatia, Bert Hellinger - https://youtu.be/a_emLrmx5lo; Aula proferida por Carl Rogers em 1974, e que poderá ser acessada no seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=I4DwzSnU6pc; Apostila Curso Básico Advocacia Sistêmica (GDAS).

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©2020 por Brito e Barro Advocacia e Consultoria Jurídica. Brasil - Ituiutaba-MG e São Paulo-SP.